A frequência de indígenas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) vem aumentando em Ji-Paraná. Realidade já comprovada na maioria das delas. Os tabus existem, entre eles a existência de uma cartilha na língua nativa, que facilite a compreensão dos conteúdos. São três meses em sala de aula, aprendendo sobre direção defensiva, meio ambiente, legislação e primeiros socorros. Cumprido essa etapa, fazem uma avaliação com prova de múltipla escolha. O resultado é a garantia de início das aulas práticas.
Há pouco mais de um mês que 14 indígenas da Tribo Zoró participam das aulas em um Centro de Formação. A adaptação foi lenta e a dinâmica adotada em sala deixou a aula interativa e de fácil compreensão. A necessidade, diante dos investimentos do governo federal em educação, saúde e agricultura fez com que eles recorressem as CFCs para retirar a Carteira de Nacional de Habilitação (CNH).
“Antigamente não andávamos de carro, fazíamos tudo a pé. Tendo a carteira de habilitação vai melhorar bastante, principalmente no transporte da produção. A gente está estudando uma língua complicada pra nós, é muito difícil a língua do branco, mais temos uma necessidade a ser suprida, por isso temos que aprender”, disse Paulo Zoró, agente indígena de Saúde.
Regis Mourão diz que é necessário ser paciente para que seja entendido
Foto: Fábio Souza
INSTRUÇÃO
Em sala de aula as atividades são coordenadas pelo instrutor Regis Mourão, que com muita paciência revisa os conteúdos para que eles tenham um bom desempenho na prova de avaliação.
“Tem muitos indígenas frequentando as CFCs, isso demonstra a preocupação e o compromisso em estar dirigindo de forma legal perante a Legislação. É preciso e necessário esse processo para formação de novos condutores. São 45 horas de aula teórica e 40 de pratica, uma exigência normal da tira a habilitação”, comentou Regis.
TEXTO 2:
SUBSÍDIOS DE ESTUDO NA LÍNGUA NATIVA SÃO REQUERIDOS
O professor indígena Celso Zoro, está bem otimista com os resultados. Ele que já participou de uma avaliação em dezembro do ano passado, pretende ser aprovado no próximo no dia 31 de janeiro para iniciar as aulas práticas.
“Não é nada fácil, tem muita coisa pra estudar, muitas placas e Legislação. Se fosse traduzido na nossa língua seria tudo mais fácil. Mas temos que nos adaptar e estudar bastante para sermos aprovados. Regis nos ajuda bastante”, explicou Celso.
Os índios da tribo Gavião também estão no mesmo caminho: retirar a CNHo quanto antes. Os motivos são os recursos disponíveis liberados pelo governo para melhoria no sistema de Ensino e Educação em todo País. Para o diretor da CFC, Claudio da Silva, assim que formar a primeira turma pretende escolher um participante e capacitado para seja um monitor e consiga orientar os indígenas na língua nativa.
TESTE
As provas são de múltipla escolha e acontece dia 31 de janeiro. São 40 questões e os indígenas tem acertar 70%, ou seja, 28 questões.
matéria:
Wilson Neves
Diário da Amazônia
Foto:
Fábio Souza
Em 27 de janeiro de 2012
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