“Em menos de 30 dias só a Polícia Civil registrou 25 casos de roubos com uso de arma”
Além das ocorrências do cotidiano como furtos, arrombamentos, acidentes de trânsito e agressões às polícias, Civil e Militar de Ji-Paraná estão, agora, se deparando com uma nova e preocupante estatística nos crimes de roubos (assalto a mão armada). De acordo com a Polícia Civil em menos de 30 dias, foram registrados 25 casos de roubos, sendo que oito deles tiveram como alvos policiais militares, policiais civis, advogados e até políticos.
Em um dos casos, um PM teve a casa invadida, familiares trancados em um dos cômodos e roubados objetos de valores com dinheiro. Segundo as autoridades de segurança, á maioria dos delitos estariam sendo creditados á condenados do regime semi-aberto da penitenciária estadual, Agenor Martins de Carvalho.
O aumento nos casos de roubos teve crescimento a partir de dezembro último quando em menos de duas semanas, dois policiais militares foram vítimas, um de tentativa e outro de roubo. Um dos casos aconteceu na noite de véspera de Natal com toda a família do PM mobilizada, trancada em um dos cômodos e roubados diversos objetos de valores, bem como dinheiro. Outro roubo com as mesmas características ocorreu na casa de uma vereadora, um advogado, um agente penitenciário e um policial civil. Este último também teve a residência invadida, imobilizado, dinheiro e uma camionete levada pelos ladrões, que ainda não foi recuperada.

Um dos policiais, vítima de roubo, relata o fato ao tenente coronel Pedro Leopoldo Bittencourt da Coordenadoria Regional de Polícia Militar (CRPM).
Polícia Militar
Para o comandante do 2º batalhão de Polícia Militar, tenente coronel PM, José Vasconcelos o aumento nos índices de roubos com o uso de arma deve-se, justamente, ao período da licença natalina dada aos mais de 60 condenados do regime semi-aberto da penitenciária estadual, Agenor Martins de Carvalho.
Ele também afirmou que todos os policiais, vítimas deste tipo de crime, receberam o apoio do comando, mais que não foi necessário nenhum passar por tratamento psicológico. “O policial militar não deixa de ser um cidadão comum, por tanto, ele é como qualquer outra pessoa sujeita a este tipo de crime”, declarou. José Vasconcelos informou também que a corporação tem um departamento de Polícia Reservada e que trabalha em conjunto com a Polícia Civil já tendo conseguido identificar alguns dos assaltantes.
Indiciamento
Na 1ª delegacia de Polícia Civil o delegado, Derli Gouveia também concordou com a declaração do comandante do 2º BPM, José Vasconcelos que apontou os apenados do regime semi-aberto como os principais suspeitos da prática de roubo com o uso de arma. Mais ele também disse que pessoas como policiais, advogados, políticos sabem muito bem dos riscos que correm em deixar suas casas abertas como pôr exemplo portões, especialmente no durante a noite, período em que mais se registra este tipo de crime. “Não deixa de ser um pouco de negligência por parte dessas vítimas” afirmou.
Á estatística informada pelo delegado consta 25 crimes de roubos praticados entre os dias 25 de dezembro e 20 de janeiro, desse total, ao menos, oito teve como vítimas policiais, advogados, políticos e agente penitenciário. Derly Gouveia ainda que diversos suspeitos já identificados e indiciados com quatro inquéritos tendo sido abertos.
Diário da Amazônia
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